Fé e atitude

Uma vez li uma estória sobre fé e atitude: um homem estava num naufrágio em alto mar. Pedia a Deus que o salvasse. Perto dele flutuava um colete salva vidas mas o homem não o pegou, estava crente que Deus iria salvá-lo. Passou um bote com pessoas que o chamaram e tentaram puxá-lo para dentro mas ele não aceitou, estava crente que Deus iria salvá-lo.
E, depois de horas o homem se viu cada vez mais distante mar adentro, e seus braços já muito cansados não conseguiam mante-lo na superfície, mas o homem estava crente que Deus iria salvá-lo.
Fechou os olhos, e num último suspiro sentiu o corpo adormecer. Abriu os olhos e diante dele estavam três homens com uma aura de luz ao redor.
Perguntou: quando Deus vai me salvar? Um dos homens respondeu: Deus enviou diversas oportunidades de salvamento e você não reconheceu a nenhuma delas. Quem tem fé cega e não faz a sua parte não tem como ser salvo.
Que em 2017 cada um de nós façamos a nossa parte.
37720964-sea-images
Anúncios

Vivendo em São Paulo – Saudade, não saudosismo

 

Não sou saudosista. Não suspiro pelos bons tempos, até porque cada etapa da vida nos traz novas e boas vivências, que se transformarão em lembranças. Eu sinto ternura pelos momentos da infância, sinto saudades dos meus familiares que já se foram, mas se não tivesse o passado recente não teria a satisfação de estar ao lado da geração mais nova, o meu círculo familiar, meus amigos. Talvez por ter nascido na segunda metade do século passado, não me refiro ao que já vivi como “antigamente”.

Vejo muitas imagens aqui de prédios e construções belissimas e a indignação de muitos com a derrubada e a não preservação deles(*). Concordo, esse é o caminho para ser uma cidade sem memória, preocupada apenas em crescimento econômico, em abrir espaço para o automóvel, em concretar o verde.

Infelizmente, nossos governantes do passado pensaram 50 anos em 5, e passaram por cima de tudo. A cidade era limpa e ordeira com 4 milhões de habitantes nos anos 50, mas com 13 milhões atualmente, há que se providenciar moradia e mobilidade. Problemas sociais são muitos, mas também a consciência de que é possível fazer mais, sem destruir memórias e referências.

Minha pior imagem de São Paulo é a aberração Viaduto Costa e Silva. (Foto Daniel Souza).

Não sou saudosista. Não suspiro pelos bons tempos, até porque cada etapa da vida nos traz novas e boas vivências, que se transformarão em lembranças. Eu sinto ternura pelos momentos da infância, sinto saudades dos meus familiares que já se foram, mas se não tivesse o passado recente não teria a satisfação de estar ao lado da geração mais nova, o meu círculo familiar, meus amigos. Talvez por ter nascido na segunda metade do século passado, não me refiro ao que já vivi como "antigamente". Vejo muitas imagens aqui de prédios e construções belissimas e a indignação de muitos com a derrubada e a não preservação deles. Concordo, esse é o caminho para ser uma cidade sem memória, preocupada apenas em crescimento econômico, em abrir espaço para o automóvel, em concretar o verde. Infelizmente, nossos governantes do passado pensaram 50 anos em 5, e passaram por cima de tudo. A cidade era limpa e ordeira com 4 milhões de habitantes nos anos 50, mas com 13 milhoes atualmente, há que se providenciar moradia e mobildade. Problemas sociais são muitos, mas também a consciência de que é possível fazer mais, sem destruir memórias e referências. Minha pior imagem de São Paulo é a aberração Viaduto Costa e Silva. (Foto Daniel Souza).
* Comentário postado por mim no grupo Facebook Memórias Paulistanas https://www.facebook.com/groups/memoriaspaulistanas/

A brasileira é machista

” acho que o machismo no Brasil se deve muito às mulheres. São elas as transmissoras dos piores preconceitos. Na vida pública, elas têm um comportamento liberal, competitivo e aparentemente tolerante. Mas em casa, na vida privada, muitas não gostam que o marido lave a louça; se o filho leva um fora da namorada, a culpa é da menina; e ela própria gosta de ser chamada de tudo o que é comestível, como gostosa e docinho, compra revistas femininas que prometem emagrecimento rápido e formas de conquistar todos os homens do quarteirão.
O que mais vemos, sobretudo nas classes menos educadas, é o machismo das nossas mulheres. “- extraído de entrevista da historiadora Mary Del Priore para BBC.

Para você que na sua casa divide as tarefas em coisas de menino e de menina e que posta fotos da sua filha ajudando na faxina começar a  refletir.

Minha Naná

Eu tenho (ou é ela quem me tem?) uma cadela mix de lulu e cooker, com 10 anos. Não sou mãe de cachorro nem ela é minha filha. O que nos liga é  o afeto entre um cão e seu dono.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Meu filho queria muito um cachorro e uma colega, dona do cooker pai, me deu um filhote. Na época eu ficava fora de casa – apartamento – durante 9/10 horas. E ela cresceu mais do que eu imaginava….   Como ela ficava sozinha, comprei um portão para colocar no corredor da sala, pois tinha receio de que ela ficasse latindo e alguém da vizinhança reclamasse. Assim, ela se habituou a andar pelo restante do apartamento mas  a fazer xixi e cocô na área de serviço, nos jornais. Não dava para passear todos os dias e com isso ela se habituou a só usar os jornais. Nem no jardim do prédio ela faz xixi….

É extremamente apegada, me segue o dia todo (agora fico em casa boa parte do dia), me pede afago, pula na minha cama é esperta e entende os comandos, os sims e os nãos. Já esta na 3ª. idade canina, o pelo esta embranquecendo e ela às vezes tem dificuldades de digestão.

A Naná me escolheu, quando estamos todos em casa é comigo que ela passa todo o tempo. Dou carinho, alimento, cuido da saúde dela e às vezes me sinto confortada por ter um animal de estimação como ela, uma companheira fiel. À noite, quando as vezes  meu filho chega da rua  e entra no meu quarto para falar comigo e eu já estou deitada ela vem como uma flecha e late ameaçadora para ele, como se estivesse me defendendo!  Se estou adoentada fica de plantão, aos pés da cama.

Naná

Originalmente escrito em Março 2011 por Ana Maria Afonso

 

Atualização: Hoje, 13 de junho de 2017 a Naná se foi. Não se recuperou de uma cirurgia no sábado nem ao peso da idade. Foram 16 anos e 5 meses de companheirismo.

Você consome frutas e legumes?

Alguém realmente consegue consumir 5 (CINCO) porções diariamente de frutas e legumes? Apesar de gostar muito de frutas, de vivermos num país onde há fartura e variedade, eu não consigo… Por quê? O preço!!

Com o tomate custando R$ 9,00 o kilo, a maioria das frutas acima de R$ 5,00, como adotar a recomendação de variar a    alimentação?

Onde encontrar alimentos com preços atrativos?

CEAGESP – em  São Paulo somente no domingo alguns preços são atrativos. Nas feiras noturnas (4a. feira) os preços são iguais aos das feiras tradicionais.
Sacolão – nos bairros mais centrais o conceito de sacolão foi esquecido(preços populares e variedade) e eles se tornaram grandes quitandas e mini mercados, com preços nem sempre populares.

Feiras livres – depende do bairro tanto preço quanto qualidade e variedade não estão ao alcance do todos. E no fima da feira o que resta esta em péssimo estado e os preços nem cairam tanto assim…

Supermercados – preços maiores dos que encontramos nas feiras e  mas sempre oscilando  muito. Qualidade nem sempre é garantida.

Preço de banana? Nem a própria…

* Em janeiro   a renda média do brasileiro  foi de  R$ 1.672,20,(IBGE)

Blogagem coletiva 2012: Pelo fim da violência contra a mulher

Eu sou uma Luluzinha!

Quando tinha menos de 10 anos, morava ao lado de uma família que havia trazido uma “menina para criar” do interior de outro estado. Era um nome bonito para uma doméstica sem pagamento. A moça, pouco mais velha do que eu, cuidava das tarefas da casa:lavar, passar, limpar, cozinhar, tomava conta de 2 crianças e… apanhava muito da dona da casa!

As surras eram quase que diárias, dependendo do humor da dona Caçulinha (o apelido do monstro), que adaptou como instrumento da tortura  uma cinta plástica  utilizada em embalagens, com três pontas longas.  Numa das vezes, a pobre menina após apanhar muito, ter a roupa rasgada, foi  deixada no quintal no frio  para que todos a vissem.

Eu não entendia porque as nossas mães não tomavam uma atitude! Até que depois da enésima surra, eu entrei na casa e peguei a cinta. Levei comigo no caminho da escola e joguei numa lixeira. Acredito que foi o meu primeiro ato de indignação, de enorme coragem para uma criança…Infelizmente as surras continuaram, agora sem aquele demônio, mas eu senti que tinha feito alguma coisa.

A situação continuou ainda por mais algum tempo, até que a moça foi levada de volta pela família.

a Lei Maria da Penha 

a Lei Maria da Penha II