Feminista não é rótulo

feminista

 

Li espantada um post de uma amiga que começava assim: Eu não sou feminista nem tenho nada contra e …..

Em pleno 2016 mulheres da minha geração e suas filhas ainda acham que ser feminista é não gostar de homem ou querer ser homem!

Abram os olhos. Feminista não é rótulo, não é movimento político, não é  questão de genêro, nem de mulher feia que lê Simone de Beauvoir.E  queimar sutiã ficou no passado.

O feminismo é a consciência que somos seres humanos com direitos e obrigações iguais. Que devemos nos respeitar em todas as situações e escalas.

Ser feminista é ensinar aos filhos, principalmente aos do sexo masculino, que mulheres não são propriedade de ninguém.  E que julgamento moral contra as vitimas só fortalece o agressor.

Ensinar e dar exemplo: tarefas de limpeza e cuidado da casa é responsabilidade do casal e não serviço de mulher, que filhos devem ser educados por pai e mãe, que inteligência e capacidade não são atributos de gênero nem do sexo masculino.

É ser humano, solidária.

 

 

Projetos inacabados, procrastinação e desorganização

 

Ainda que tenha o dia a dia bastante tomado por atividades de trabalho, casa e vida pessoal, sempre estou envolvida em algum projeto de cunho terapêutico.
Foi assim quando comecei a tricotar nos anos 90, receita do Dr. Orlando para ajudar a combater o estresse e as crises frequentes de enxaqueca.
Foi assim também  há 3 anos quando comprei uma máquina de costura, montei um cantinho-ateliê e me matriculei num curso de iniciantes de costura (Rainhas da Costura ).

pano 1

 

Muitos cachecóis depois, algumas mantas em crochê doadas e panos de prato com barrados em patchwork presenteados para família e amigas e agora à venda na loja online Ana Afonso, ainda tenho curiosidade de seguir algumas tendências artesanais.
Ano passado comprei vários novelos do fio, a agulha específica e me joguei no aprendizado do crochê em fio de malha. Confesso que é desajeitado, pesado trabalhar com o fio e a agulha à medida que a peça vai aumentando. Conhecedora das minhas ansiedades em ver pronta e partir pra outra arrisquei uma bolsa (ok, mas ficou pesada) e uma peça redonda para usar como protetor de panela na mesa da sala.

bolsa malha 1

Confesso que não gostei do resultado do protetor de mesa e parti para um tapete redondo, mas, entre contar carreiras, aumentos, me perdia e o trabalho não saia do lugar. Resolvi dar uma trégua e partir para o projeto dois, um tapetinho retangular.
O fio de malha desta vez era de outra marca e muito inferior e irregular, cheio de emendas costuradas.  O que seria um tapete para o escritório acabou virando duas peças de cores diferentes pois foi preciso trocar um dos novelos e claro, não tinha mais igual. O tapete de fio mesclado saiu, mas sinceramente o de cor laranja…tapete laranja

Então como “artesã” com vários trabalhos em andamento e alguns projetos parados, meu home office-atelie tem diversas caixas, organizadas e identificadas (não fosse eu organizadora profissional de profissão).
Porém se há algo que me incomoda muito é esse “estoque de ideias paradas”, esse acumulo de materiais para quem sabe um dia retomar. Esta semana fiz uma operação desapego e redirecionamento, começando por desistir em definitivo daquilo que não vai sair mesmo e terminando algumas peças:
Novelos de lã e mantas em crochê: terminei a última  delas e já embalei tudo para doar no Amparo Maternal na visita deste mês.
Cachecol:  terminados os dois parados na agulha. Vão ser presenteados ou doados.
Trabalhos em fio de malha : a bolsa foi dada de presente,  o restante do novelo virou um cachepot para uma vaso feio que abriga a nossa planta da felicidade.  vaso 3

O tapete mesclado esta na frente da sapateira do quarto e o fio de malha cheio de defeitos foi para o lixo. E agora, disciplina e bom senso na escolha dos trabalhos e artes.

Blogagem coletiva 2012: Pelo fim da violência contra a mulher

Eu sou uma Luluzinha!

Quando tinha menos de 10 anos, morava ao lado de uma família que havia trazido uma “menina para criar” do interior de outro estado. Era um nome bonito para uma doméstica sem pagamento. A moça, pouco mais velha do que eu, cuidava das tarefas da casa:lavar, passar, limpar, cozinhar, tomava conta de 2 crianças e… apanhava muito da dona da casa!

As surras eram quase que diárias, dependendo do humor da dona Caçulinha (o apelido do monstro), que adaptou como instrumento da tortura  uma cinta plástica  utilizada em embalagens, com três pontas longas.  Numa das vezes, a pobre menina após apanhar muito, ter a roupa rasgada, foi  deixada no quintal no frio  para que todos a vissem.

Eu não entendia porque as nossas mães não tomavam uma atitude! Até que depois da enésima surra, eu entrei na casa e peguei a cinta. Levei comigo no caminho da escola e joguei numa lixeira. Acredito que foi o meu primeiro ato de indignação, de enorme coragem para uma criança…Infelizmente as surras continuaram, agora sem aquele demônio, mas eu senti que tinha feito alguma coisa.

A situação continuou ainda por mais algum tempo, até que a moça foi levada de volta pela família.

a Lei Maria da Penha 

a Lei Maria da Penha II

Divulgação – Encaminhe suas doações para o Exército de Salvação

Organizar e arrumar os espaços não significa mudar as coisas de lugar e permanecer acumulando itens que já não servem ou não têm mais uso.
O apego é uma das maiores causas da bagunça.
Separar, descartar e principalmente doar o que está em bom estado faz parte do processo.
Não sabe onde doar? Conheça o trabalho do Exército de Salvação.

Faça Sua Doação 

O Exército de Salvação, fundado em 1865 atua no Brasil desde 1922 com unidades de atendimento a crianças em situação de risco, projetos educacionais, programas de capacitação profissional, lares para idosos, entre outros.
Foi indicado mais de 20 vezes ao Prêmio Nobel da Paz e é uma das mais respeitadas instituições de caridade do mundo, atuando em 124 países.

Ana Afonso Organizer em Parceria Social Exército de Salvação

Blogagem coletiva: Mulheres do Brasil

Este post faz parte da blogagem coletiva em apoio ao programa Mulheres do Brasil da ActionAid.

Eu sou a mãe

Eu sou a filha

Eu tenho sonhos

Eu tenho amores

Eu sofro em lágrimas e  dores

Tenho esperança

Estou nos lares, nas ruas, nas empresas , nas  universidades

Eu sou dona de casa, professora, doméstica, executiva  e cientista

Eu sou uma mulher brasileira

Eu mereço respeito.

 Acesse agora www.apoiemulheresdobrasil.org.br .  e colabore. Com apenas 15 reais por mês você ajuda a transformar a vida de muitas mulheres brasileiras.”