Feminista não é rótulo

feminista

 

Li espantada um post de uma amiga que começava assim: Eu não sou feminista nem tenho nada contra e …..

Em pleno 2016 mulheres da minha geração e suas filhas ainda acham que ser feminista é não gostar de homem ou querer ser homem!

Abram os olhos. Feminista não é rótulo, não é movimento político, não é  questão de genêro, nem de mulher feia que lê Simone de Beauvoir.E  queimar sutiã ficou no passado.

O feminismo é a consciência que somos seres humanos com direitos e obrigações iguais. Que devemos nos respeitar em todas as situações e escalas.

Ser feminista é ensinar aos filhos, principalmente aos do sexo masculino, que mulheres não são propriedade de ninguém.  E que julgamento moral contra as vitimas só fortalece o agressor.

Ensinar e dar exemplo: tarefas de limpeza e cuidado da casa é responsabilidade do casal e não serviço de mulher, que filhos devem ser educados por pai e mãe, que inteligência e capacidade não são atributos de gênero nem do sexo masculino.

É ser humano, solidária.

 

 

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Tempo de mudanças

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Filhos crescem e certamente esperamos que eles saibam cuidar das próprias vidas em certa idade.
O que se pode considerar certa idade ou a idade certa? Diferente dos hábitos e costumes americanos nossos filhos permanecem na casa dos pais durante a maior parte da vida, mesmo quando estão na faculdade. Muitos só saem ao casar, para formar um novo núcleo familiar.
Quando um filho adulto reconhece que esta na hora de cuidar de si  desejamos que ele seja feliz e isso nos deve bastar. A tal de síndrome do ninho vazio não deveria ser a sensação de não ser mais necessária. E se neste momento a sensação é de maior distanciamento, também deve ser o de perceber que é o momento de  mais liberdades e respeito à individualidade  para ambos, mães e filhos.
Os filhos têm uma vida para construir e nós mães temos muita vida para viver, mesmo em endereços diferentes, sem perda dos laços, eternos.

Quando nossos Filhos voam – Por Rubem Alves

“Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção do ninho. Eu mesmo sempre os empurrei para fora. Sei que é inevitável que eles voem em todas as direções como andorinhas adoidadas. Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos e eu fique como o ninho abandonado no alto da palmeira…Mas, o que eu queria, mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo…Existem muitos jeitos de voar. Até mesmo o voo dos filhos ocorre por etapas. O desmame, os primeiros passos, o primeiro dia na escola, a primeira dormida fora de casa, a primeira viagem…Desde o nascimento de nossos filhos temos a oportunidade de aprender sobre esse estranho movimento de ir e vir, segurar e soltar, acolher e libertar. Nem sempre percebemos que esses momentos tão singelos são pequenos ensinamentos sobre o exercício da liberdade. Mas chega um momento em que a realidade bate à porta e escancara novas verdades difíceis de encarar. É o grito da independência, a força da vida em movimento, o poder do tempo que tudo transforma.É quando nos damos conta de que nossos filhos cresceram e apesar de insistirmos em ocupar o lugar de destaque, eles sentem urgência de conquistar o mundo longe de nós. É chegado então o tempo de recolher nossas asas. Aprender a abraçar à distância, comemorar vitórias das quais não participamos diretamente, apoiar decisões que caminham para longe. Isso é amor. Muitas vezes, confundimos amor com dependência. Sentimos erroneamente que se nossos filhos voarem livres não nos amarão mais. Criamos situações desnecessárias para mostrar o quanto somos imprescindíveis. Fazemos questão de apontar alguma situação que demande um conselho ou uma orientação nossa, porque no fundo o que precisamos é sentir que ainda somos amados. Muitas vezes confundimos amor com segurança. Por excesso de zelo ou proteção cortamos as asas de nossos filhos. Impedimos que eles busquem respostas próprias e vivam seus sonhos em vez dos nossos. Temos tanta certeza de que sabemos mais do que eles, que o porto seguro vira uma âncora que impede-os de navegar nas ondas de seu próprio destino. Muitas vezes confundimos amor com apego. Ansiamos por congelar o tempo que tudo transforma. Ficamos grudados no medo de perder, evitando assim o fluxo natural da vida. Respiramos menos, pois não cabem em nosso corpo os ventos da mudança. Aprendo que o amor nada tem a ver com apego, segurança ou dependência, embora tantas vezes eu me confunda. Não adianta querer que seja diferente: o amor é alado.Aprendo que a vida é feita de constantes mortes cotidianas, lambuzadas de sabor doce e amargo. Cada fim venta um começo. Cada ponto final abre espaço para uma nova frase. Aprendo que tudo passa menos o movimento. É nele que podemos pousar nosso descanso e nossa fé, porque ele é eterno. Aprendo que existe uma criança em mim que ao ver meus filhos crescidos, se assustam por não saber o que fazer. Mas é muito melhor ser livre do que imprescindível. Aprendo que é preciso ter coragem para voar e deixar voar. E não há estrada mais bela do que essa.”


Nota: como encontrei o texto na internet não consegui identificar em que livro ou veículo  foi publicado, nem mesmo no site oficial do autor. http://rubemalves.com.br/site/
Credito imagem Ruth Gwily

Vivendo em São Paulo – Saudade, não saudosismo

 

Não sou saudosista. Não suspiro pelos bons tempos, até porque cada etapa da vida nos traz novas e boas vivências, que se transformarão em lembranças. Eu sinto ternura pelos momentos da infância, sinto saudades dos meus familiares que já se foram, mas se não tivesse o passado recente não teria a satisfação de estar ao lado da geração mais nova, o meu círculo familiar, meus amigos. Talvez por ter nascido na segunda metade do século passado, não me refiro ao que já vivi como “antigamente”.

Vejo muitas imagens aqui de prédios e construções belissimas e a indignação de muitos com a derrubada e a não preservação deles(*). Concordo, esse é o caminho para ser uma cidade sem memória, preocupada apenas em crescimento econômico, em abrir espaço para o automóvel, em concretar o verde.

Infelizmente, nossos governantes do passado pensaram 50 anos em 5, e passaram por cima de tudo. A cidade era limpa e ordeira com 4 milhões de habitantes nos anos 50, mas com 13 milhões atualmente, há que se providenciar moradia e mobilidade. Problemas sociais são muitos, mas também a consciência de que é possível fazer mais, sem destruir memórias e referências.

Minha pior imagem de São Paulo é a aberração Viaduto Costa e Silva. (Foto Daniel Souza).

Não sou saudosista. Não suspiro pelos bons tempos, até porque cada etapa da vida nos traz novas e boas vivências, que se transformarão em lembranças. Eu sinto ternura pelos momentos da infância, sinto saudades dos meus familiares que já se foram, mas se não tivesse o passado recente não teria a satisfação de estar ao lado da geração mais nova, o meu círculo familiar, meus amigos. Talvez por ter nascido na segunda metade do século passado, não me refiro ao que já vivi como "antigamente". Vejo muitas imagens aqui de prédios e construções belissimas e a indignação de muitos com a derrubada e a não preservação deles. Concordo, esse é o caminho para ser uma cidade sem memória, preocupada apenas em crescimento econômico, em abrir espaço para o automóvel, em concretar o verde. Infelizmente, nossos governantes do passado pensaram 50 anos em 5, e passaram por cima de tudo. A cidade era limpa e ordeira com 4 milhões de habitantes nos anos 50, mas com 13 milhoes atualmente, há que se providenciar moradia e mobildade. Problemas sociais são muitos, mas também a consciência de que é possível fazer mais, sem destruir memórias e referências. Minha pior imagem de São Paulo é a aberração Viaduto Costa e Silva. (Foto Daniel Souza).
* Comentário postado por mim no grupo Facebook Memórias Paulistanas https://www.facebook.com/groups/memoriaspaulistanas/

Feliz Ano Novo!

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Nos últimos 3 ou 4 anos passei a encarar a passagem de ano apenas como um acerto do calendário, do tempo que tenho disponível e que se iniciou quando nasci e findará quando eu partir.

Todos os meus planos, minhas boas ou nem tanto assim ações, meus erros e acertos procuro  realinhar e corrigir no dia-a-dia  e não só ao “zerar” o calendário.  Todos os dias trazem novas oportunidades sem ser  preciso aguardar para  recomeçar a cada 12 meses.

O tempo não me limita. A maior ou menor intensidade com que vivo cada dia, cada hora me faz sentir que realização é questão de determinação.

Blogagem coletiva: Mulheres do Brasil

Este post faz parte da blogagem coletiva em apoio ao programa Mulheres do Brasil da ActionAid.

Eu sou a mãe

Eu sou a filha

Eu tenho sonhos

Eu tenho amores

Eu sofro em lágrimas e  dores

Tenho esperança

Estou nos lares, nas ruas, nas empresas , nas  universidades

Eu sou dona de casa, professora, doméstica, executiva  e cientista

Eu sou uma mulher brasileira

Eu mereço respeito.

 Acesse agora www.apoiemulheresdobrasil.org.br .  e colabore. Com apenas 15 reais por mês você ajuda a transformar a vida de muitas mulheres brasileiras.”

Fã de Jane Austen

Eu só havia lido partes de Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice) nas aulas de inglês.  Isso mudou após  ter participado do  Acta Media 6 ( Simpósio e Colaboratório) no SESC Pinheiros, São Paulo,  painel sobre a autoria  digital feminina –   a produção  de  blogs, as  blogueiras e as  escritoras do início da era moderna.

Passei a pesquisar sobre  o tema  e chegar à Jane Austen foi  inevitável. Iniciei a leitura de seus livros com outro ânimo e tornei-me fã da autora.

Jane Austen (16 de Dezembro de 1775 – 28 de Julho de 1817) foi uma escritora inglesa, considerada como a segunda figura mais importante da literatura inglesa depois de Shakespeare. [Biografia]   (Fonte Pensador. Info)

 Para saber mais sobre Jane Austen

Jane Austen em Português  e   http://austenprose.com/

Se já conhece seus romances ( e se também assistiu às versões para o cinema)  que tal descobrir com qual heroína você se parece?

Clique na imagem e responda ao Quiz

 

Imagem: Capa edição Abril, Orgulho e Preconceito, ano não identificado