Fé e atitude

Uma vez li uma estória sobre fé e atitude: um homem estava num naufrágio em alto mar. Pedia a Deus que o salvasse. Perto dele flutuava um colete salva vidas mas o homem não o pegou, estava crente que Deus iria salvá-lo. Passou um bote com pessoas que o chamaram e tentaram puxá-lo para dentro mas ele não aceitou, estava crente que Deus iria salvá-lo.
E, depois de horas o homem se viu cada vez mais distante mar adentro, e seus braços já muito cansados não conseguiam mante-lo na superfície, mas o homem estava crente que Deus iria salvá-lo.
Fechou os olhos, e num último suspiro sentiu o corpo adormecer. Abriu os olhos e diante dele estavam três homens com uma aura de luz ao redor.
Perguntou: quando Deus vai me salvar? Um dos homens respondeu: Deus enviou diversas oportunidades de salvamento e você não reconheceu a nenhuma delas. Quem tem fé cega e não faz a sua parte não tem como ser salvo.
Que em 2017 cada um de nós façamos a nossa parte.
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Prevenção do câncer de mama – de outubro a outubro

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Outubro foi escolhido internacionalmente como o mês de divulgação e conscientização da prevenção do câncer de mama.

Nas redes sociais, na midia o apoio é representado pelo Laço Rosa. Além de participar saiba o que vem sendo feito para o combate à doença aqui no Brasil.

 

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http://www.inca.gov.br/outubro-rosa/

 

A campanha ganha força no mês de Outubro mas a prevenção deve ser feita o ano todo. Agende seus exames, acompanhe sua saúde.

imagem blog Juliana Freire

 

Feminista não é rótulo

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Li espantada um post de uma amiga que começava assim: Eu não sou feminista nem tenho nada contra e …..

Em pleno 2016 mulheres da minha geração e suas filhas ainda acham que ser feminista é não gostar de homem ou querer ser homem!

Abram os olhos. Feminista não é rótulo, não é movimento político, não é  questão de genêro, nem de mulher feia que lê Simone de Beauvoir.E  queimar sutiã ficou no passado.

O feminismo é a consciência que somos seres humanos com direitos e obrigações iguais. Que devemos nos respeitar em todas as situações e escalas.

Ser feminista é ensinar aos filhos, principalmente aos do sexo masculino, que mulheres não são propriedade de ninguém.  E que julgamento moral contra as vitimas só fortalece o agressor.

Ensinar e dar exemplo: tarefas de limpeza e cuidado da casa é responsabilidade do casal e não serviço de mulher, que filhos devem ser educados por pai e mãe, que inteligência e capacidade não são atributos de gênero nem do sexo masculino.

É ser humano, solidária.

 

 

Logomarca !!!!!

Porque cada vez que aqui em casa ouvimos a palavra “logomarca” nasce um fio de cabelo branco em uma pessoa que eu não vou dizer quem é.

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” É uma palavra praticamente inexistente no vocabulário dos profissionais do mercado publicitário, mas é usada por clientes que a confundem com a palavra logotipo. Muitos a consideram um neologismo, ou seja, uma palavra que foi inventada, abrasileirada, para a representação de uma nova forma de logotipo.

O termo é formado pela união de duas palavras: logo + marca. “Logos” vem do grego e significa significado, conceito. Marca origina-se da palavra germânica “marka” e tem o mesmo significado do termo “logo.” Sendo assim, logomarca significaria “significado do significado”, o que não faz sentido.”Leia mais aqui: http://blog.penseavanti.com.br/logo-logotipo-marca-e-logomarca-qual-a-diferenca/

Eu tenho uma marca (Ana Afonso) e tenho um logo.

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Tempo de mudanças

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Filhos crescem e certamente esperamos que eles saibam cuidar das próprias vidas em certa idade.
O que se pode considerar certa idade ou a idade certa? Diferente dos hábitos e costumes americanos nossos filhos permanecem na casa dos pais durante a maior parte da vida, mesmo quando estão na faculdade. Muitos só saem ao casar, para formar um novo núcleo familiar.
Quando um filho adulto reconhece que esta na hora de cuidar de si  desejamos que ele seja feliz e isso nos deve bastar. A tal de síndrome do ninho vazio não deveria ser a sensação de não ser mais necessária. E se neste momento a sensação é de maior distanciamento, também deve ser o de perceber que é o momento de  mais liberdades e respeito à individualidade  para ambos, mães e filhos.
Os filhos têm uma vida para construir e nós mães temos muita vida para viver, mesmo em endereços diferentes, sem perda dos laços, eternos.

Quando nossos Filhos voam – Por Rubem Alves

“Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção do ninho. Eu mesmo sempre os empurrei para fora. Sei que é inevitável que eles voem em todas as direções como andorinhas adoidadas. Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos e eu fique como o ninho abandonado no alto da palmeira…Mas, o que eu queria, mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo…Existem muitos jeitos de voar. Até mesmo o voo dos filhos ocorre por etapas. O desmame, os primeiros passos, o primeiro dia na escola, a primeira dormida fora de casa, a primeira viagem…Desde o nascimento de nossos filhos temos a oportunidade de aprender sobre esse estranho movimento de ir e vir, segurar e soltar, acolher e libertar. Nem sempre percebemos que esses momentos tão singelos são pequenos ensinamentos sobre o exercício da liberdade. Mas chega um momento em que a realidade bate à porta e escancara novas verdades difíceis de encarar. É o grito da independência, a força da vida em movimento, o poder do tempo que tudo transforma.É quando nos damos conta de que nossos filhos cresceram e apesar de insistirmos em ocupar o lugar de destaque, eles sentem urgência de conquistar o mundo longe de nós. É chegado então o tempo de recolher nossas asas. Aprender a abraçar à distância, comemorar vitórias das quais não participamos diretamente, apoiar decisões que caminham para longe. Isso é amor. Muitas vezes, confundimos amor com dependência. Sentimos erroneamente que se nossos filhos voarem livres não nos amarão mais. Criamos situações desnecessárias para mostrar o quanto somos imprescindíveis. Fazemos questão de apontar alguma situação que demande um conselho ou uma orientação nossa, porque no fundo o que precisamos é sentir que ainda somos amados. Muitas vezes confundimos amor com segurança. Por excesso de zelo ou proteção cortamos as asas de nossos filhos. Impedimos que eles busquem respostas próprias e vivam seus sonhos em vez dos nossos. Temos tanta certeza de que sabemos mais do que eles, que o porto seguro vira uma âncora que impede-os de navegar nas ondas de seu próprio destino. Muitas vezes confundimos amor com apego. Ansiamos por congelar o tempo que tudo transforma. Ficamos grudados no medo de perder, evitando assim o fluxo natural da vida. Respiramos menos, pois não cabem em nosso corpo os ventos da mudança. Aprendo que o amor nada tem a ver com apego, segurança ou dependência, embora tantas vezes eu me confunda. Não adianta querer que seja diferente: o amor é alado.Aprendo que a vida é feita de constantes mortes cotidianas, lambuzadas de sabor doce e amargo. Cada fim venta um começo. Cada ponto final abre espaço para uma nova frase. Aprendo que tudo passa menos o movimento. É nele que podemos pousar nosso descanso e nossa fé, porque ele é eterno. Aprendo que existe uma criança em mim que ao ver meus filhos crescidos, se assustam por não saber o que fazer. Mas é muito melhor ser livre do que imprescindível. Aprendo que é preciso ter coragem para voar e deixar voar. E não há estrada mais bela do que essa.”


Nota: como encontrei o texto na internet não consegui identificar em que livro ou veículo  foi publicado, nem mesmo no site oficial do autor. http://rubemalves.com.br/site/
Credito imagem Ruth Gwily

Projetos inacabados, procrastinação e desorganização

 

Ainda que tenha o dia a dia bastante tomado por atividades de trabalho, casa e vida pessoal, sempre estou envolvida em algum projeto de cunho terapêutico.
Foi assim quando comecei a tricotar nos anos 90, receita do Dr. Orlando para ajudar a combater o estresse e as crises frequentes de enxaqueca.
Foi assim também  há 3 anos quando comprei uma máquina de costura, montei um cantinho-ateliê e me matriculei num curso de iniciantes de costura (Rainhas da Costura ).

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Muitos cachecóis depois, algumas mantas em crochê doadas e panos de prato com barrados em patchwork presenteados para família e amigas e agora à venda na loja online Ana Afonso, ainda tenho curiosidade de seguir algumas tendências artesanais.
Ano passado comprei vários novelos do fio, a agulha específica e me joguei no aprendizado do crochê em fio de malha. Confesso que é desajeitado, pesado trabalhar com o fio e a agulha à medida que a peça vai aumentando. Conhecedora das minhas ansiedades em ver pronta e partir pra outra arrisquei uma bolsa (ok, mas ficou pesada) e uma peça redonda para usar como protetor de panela na mesa da sala.

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Confesso que não gostei do resultado do protetor de mesa e parti para um tapete redondo, mas, entre contar carreiras, aumentos, me perdia e o trabalho não saia do lugar. Resolvi dar uma trégua e partir para o projeto dois, um tapetinho retangular.
O fio de malha desta vez era de outra marca e muito inferior e irregular, cheio de emendas costuradas.  O que seria um tapete para o escritório acabou virando duas peças de cores diferentes pois foi preciso trocar um dos novelos e claro, não tinha mais igual. O tapete de fio mesclado saiu, mas sinceramente o de cor laranja…tapete laranja

Então como “artesã” com vários trabalhos em andamento e alguns projetos parados, meu home office-atelie tem diversas caixas, organizadas e identificadas (não fosse eu organizadora profissional de profissão).
Porém se há algo que me incomoda muito é esse “estoque de ideias paradas”, esse acumulo de materiais para quem sabe um dia retomar. Esta semana fiz uma operação desapego e redirecionamento, começando por desistir em definitivo daquilo que não vai sair mesmo e terminando algumas peças:
Novelos de lã e mantas em crochê: terminei a última  delas e já embalei tudo para doar no Amparo Maternal na visita deste mês.
Cachecol:  terminados os dois parados na agulha. Vão ser presenteados ou doados.
Trabalhos em fio de malha : a bolsa foi dada de presente,  o restante do novelo virou um cachepot para uma vaso feio que abriga a nossa planta da felicidade.  vaso 3

O tapete mesclado esta na frente da sapateira do quarto e o fio de malha cheio de defeitos foi para o lixo. E agora, disciplina e bom senso na escolha dos trabalhos e artes.

Empreendedorismo -sobre glaslighting, mansplaining

No mês de março participei de um evento promovido pelo Sebrae e a RME. Faz parte do calendário de encontros de empreendedoras, mulheres principalmente e são sempre excepcionais: palestrantes, temas abordados, entrosamento, troca de experiências.

Nesse evento que menciono havia alguns homens na plateia, empreendedores e empresários.

No palco três convidados encantavam tratando do  tema representatividade, força da mulher empreendedora quando um dos participantes faz uma pergunta-comentário:

– Na nossa empresa, quando estamos vendendo uma ideia/projeto para um potencial cliente ao mencionarmos a diretoria colocamos sempre primeiro o nome do responsável do marketing, porque se apresentamos a nossa empresa como dirigida por uma mulher não conseguimos avançar nas negociações(!!!!!!! )Por que as empresas dirigidas por homens ainda não querem negociar com mulheres, como quebrar essa resistência ?

A resposta dos palestrantes foi na direção de que não enfrentavam essa situação, desconheciam e desencorajavam essa prática (obviamente a resposta poderia ter sido mais complexa mas não haveria tempo).

Fiquei extremamente desconfortável, tanto pelo representante dessa empresa adotar essa prática e pela diretora aceitá-la. E para além, dele admitir essa prática sem pudor.

A minha redenção veio ao final desse painel quando uma participante da plateia pediu a palavra e fez uma colocação obvia e matadora, dirigindo-se ao participante:

– Você questionou como evitar que os clientes só queiram negociar com  homens. Eu digo que só há um caminho: pare de adotar essa estratégia! Não apresente sua empresa dessa forma, escondendo a mulher por trás de um homem!

Temos muito caminho a percorrer, ainda que pareça que estamos juntos, ainda sofremos com todo tipo de preconceito, inclusive empresarial.

Leia sobre o título aqui: O machismo também mora nos detalhes