Projetos inacabados, procrastinação e desorganização

 

Ainda que tenha o dia a dia bastante tomado por atividades de trabalho, casa e vida pessoal, sempre estou envolvida em algum projeto de cunho terapêutico.
Foi assim quando comecei a tricotar nos anos 90, receita do Dr. Orlando para ajudar a combater o estresse e as crises frequentes de enxaqueca.
Foi assim também  há 3 anos quando comprei uma máquina de costura, montei um cantinho-ateliê e me matriculei num curso de iniciantes de costura (Rainhas da Costura ).

pano 1

 

Muitos cachecóis depois, algumas mantas em crochê doadas e panos de prato com barrados em patchwork presenteados para família e amigas e agora à venda na loja online Ana Afonso, ainda tenho curiosidade de seguir algumas tendências artesanais.
Ano passado comprei vários novelos do fio, a agulha específica e me joguei no aprendizado do crochê em fio de malha. Confesso que é desajeitado, pesado trabalhar com o fio e a agulha à medida que a peça vai aumentando. Conhecedora das minhas ansiedades em ver pronta e partir pra outra arrisquei uma bolsa (ok, mas ficou pesada) e uma peça redonda para usar como protetor de panela na mesa da sala.

bolsa malha 1

Confesso que não gostei do resultado do protetor de mesa e parti para um tapete redondo, mas, entre contar carreiras, aumentos, me perdia e o trabalho não saia do lugar. Resolvi dar uma trégua e partir para o projeto dois, um tapetinho retangular.
O fio de malha desta vez era de outra marca e muito inferior e irregular, cheio de emendas costuradas.  O que seria um tapete para o escritório acabou virando duas peças de cores diferentes pois foi preciso trocar um dos novelos e claro, não tinha mais igual. O tapete de fio mesclado saiu, mas sinceramente o de cor laranja…tapete laranja

Então como “artesã” com vários trabalhos em andamento e alguns projetos parados, meu home office-atelie tem diversas caixas, organizadas e identificadas (não fosse eu organizadora profissional de profissão).
Porém se há algo que me incomoda muito é esse “estoque de ideias paradas”, esse acumulo de materiais para quem sabe um dia retomar. Esta semana fiz uma operação desapego e redirecionamento, começando por desistir em definitivo daquilo que não vai sair mesmo e terminando algumas peças:
Novelos de lã e mantas em crochê: terminei a última  delas e já embalei tudo para doar no Amparo Maternal na visita deste mês.
Cachecol:  terminados os dois parados na agulha. Vão ser presenteados ou doados.
Trabalhos em fio de malha : a bolsa foi dada de presente,  o restante do novelo virou um cachepot para uma vaso feio que abriga a nossa planta da felicidade.  vaso 3

O tapete mesclado esta na frente da sapateira do quarto e o fio de malha cheio de defeitos foi para o lixo. E agora, disciplina e bom senso na escolha dos trabalhos e artes.

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