Vivendo em São Paulo – Saudade, não saudosismo

 

Não sou saudosista. Não suspiro pelos bons tempos, até porque cada etapa da vida nos traz novas e boas vivências, que se transformarão em lembranças. Eu sinto ternura pelos momentos da infância, sinto saudades dos meus familiares que já se foram, mas se não tivesse o passado recente não teria a satisfação de estar ao lado da geração mais nova, o meu círculo familiar, meus amigos. Talvez por ter nascido na segunda metade do século passado, não me refiro ao que já vivi como “antigamente”.

Vejo muitas imagens aqui de prédios e construções belissimas e a indignação de muitos com a derrubada e a não preservação deles(*). Concordo, esse é o caminho para ser uma cidade sem memória, preocupada apenas em crescimento econômico, em abrir espaço para o automóvel, em concretar o verde.

Infelizmente, nossos governantes do passado pensaram 50 anos em 5, e passaram por cima de tudo. A cidade era limpa e ordeira com 4 milhões de habitantes nos anos 50, mas com 13 milhões atualmente, há que se providenciar moradia e mobilidade. Problemas sociais são muitos, mas também a consciência de que é possível fazer mais, sem destruir memórias e referências.

Minha pior imagem de São Paulo é a aberração Viaduto Costa e Silva. (Foto Daniel Souza).

Não sou saudosista. Não suspiro pelos bons tempos, até porque cada etapa da vida nos traz novas e boas vivências, que se transformarão em lembranças. Eu sinto ternura pelos momentos da infância, sinto saudades dos meus familiares que já se foram, mas se não tivesse o passado recente não teria a satisfação de estar ao lado da geração mais nova, o meu círculo familiar, meus amigos. Talvez por ter nascido na segunda metade do século passado, não me refiro ao que já vivi como "antigamente". Vejo muitas imagens aqui de prédios e construções belissimas e a indignação de muitos com a derrubada e a não preservação deles. Concordo, esse é o caminho para ser uma cidade sem memória, preocupada apenas em crescimento econômico, em abrir espaço para o automóvel, em concretar o verde. Infelizmente, nossos governantes do passado pensaram 50 anos em 5, e passaram por cima de tudo. A cidade era limpa e ordeira com 4 milhões de habitantes nos anos 50, mas com 13 milhoes atualmente, há que se providenciar moradia e mobildade. Problemas sociais são muitos, mas também a consciência de que é possível fazer mais, sem destruir memórias e referências. Minha pior imagem de São Paulo é a aberração Viaduto Costa e Silva. (Foto Daniel Souza).
* Comentário postado por mim no grupo Facebook Memórias Paulistanas https://www.facebook.com/groups/memoriaspaulistanas/
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